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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quando você chegou pisou em cacos

Eu estava aqui no meu canto, catando meu cacos espalhados m]pelos cantos. Estava era tentando cair na real sem me espalhar muito. Estava escrevendo, amando não mais. Estava desejando um algo melhor. Um melhor de mim, um melhor do outro alguém a quem eu queria abandonar e esquecer. Estava esperando um melhor do mundo ao qual eu nunca quis enxergar muito com óculos. Estive tentando usar a lupa, já que ela assim como mostra também deforma a realidade, mas nada feito.
Daí você chegou.
Chegou com voz de vinho, tequila, vodka e sei lá.
Chegou querendo dançar, com aspecto de quem queria fugir do lugar onde estava.
Se eu queria ficar no meu lugar?
E eu lá sie que lugar é esse ao qual pertenço. Mas sei que você não é daqui. OU pelo menos não era...
Quando você chegou, pisou em meus cacos sem pedir licença. Sim, porque quando você chegou ainda restavam algumas faíscas de vidro do que eu fui no chão.
Se eu mudei?
Não por sua causa. Já faz um tempo que eu mudei. Não por sua causa.
Já faz algum tempo que passei a amar mais a esse outro que a mim. Que passei a me entregar, a achar que era mais bonito, fofinho e burro ligar, mas eu liguei. Passei a achar que minha dependência era pegar o telefone e enviar um mensagem ou um sinal de fumaça.
Nunca fui assim, mas quando você, assim era eu. Já estava mudada.

Continua...

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